quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dramatic Technique by George Pierce Baker





DRAMATIC TECHNIQUE

BY

GEORGE PIERCE BAKER
PROFESSOR OF HISTORY AND TECHNIQUE OF
THE DRAMA IN YALE UNIVERSITY


"Uma boa peça é certamente a mais
racional e mais alta forma de Entrenimento
que a Invenção Humana pode produzir"
                              COLLEY GIBBER




HOUGHTON MIFFLIN COMPANY
BOSTON NEW YORK CHICAGO DALLAS SAN FRANCISCO
The Riverside Press Cambridge

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COPYRIGHT, 1919, BY GEORGE PIERCE BAKER
ALL RIGHTS RESERVED

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to various authors and publishers in the footnotes.

The Riverside Press

CAMBRIDGE MASSACHUSETTS
PRINTED IN THE U.S. A.


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para a Universidade de Toronto.
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PREFÁCIO[1]

"Dramaturgos nascem dramaturgos, dramaturgia não é algo que se aprende".  Este senso comum, que confere ao dramaturgo um talento[2] nato, não é uma afirmação comum a outros artistas. Ninguém diz que o arquiteto, o pintor, o escultor e o músico já nascem dominando sua arte.

Produtores, no entanto, não parecem estar tão certos disto, pois foram muitos os que ouvi dizer: "As peças que recebemos se dividem em duas classes: aquelas escritas com competência, mas banais no assunto e no tratamento, e aquelas de alguma forma vigorosas e interessantes, mas tão mal escritas que não podem ser produzidas".  

Alguns anos atrás, o Sr. Savage, um produtor, escrevendo ao The Bookman[3] sobre "Dramaturgos dos Estados Unidos", disse: "Em resposta à questão: 'Será que a grande maioria destas pessoas sabe alguma coisa, ao menos dos fundamentos, da construção dramática?

Os produtores e os agentes que lêem os manuscritos são unânimes em sua negativa. Apenas em raras ocasiões chega pelo correio uma peça que traga um pequeno vestígio de conhecimento da ciência da dramaturgia[4]. Quase todas as peças, além disso, são extremamente artificiais e totalmente desprovidas de qualidade e de interesse". 

Todos esses relatos de produtores e leitores mostram que há algo que o dramaturgo não tem como uma vocação de nascença, mas sim que ele deve aprender seu ofício. Onde? Normalmente é dito: "Na Escola da Dura Experiência". Quando um jovem dramaturgo, cujo manuscrito lhe foi devolvido - mas com comentários favoráveis - pergunta o que ele deve fazer para se livrar das falhas em seu trabalho, tanto os evidentes como os não evidentes, ele é orientado a estudar muito dramaturgia; assistir peças de todos os tipos, escrever com infinita paciência e resolução, e nunca desanimar!

 Ele deve continuar escrevendo e apresentando suas peças até que, por este método um tanto indefinido de treinamento, ele finalmente venha a adquirir a capacidade de escrever bem e um texto seu é aceito. Esta é "a Escola da Dura Experiência." Apesar de ser um método longo e doloroso de formação, teve, inegavelmente, muitos graduados distintos.

Por que, no entanto, não pode ser possível ao aspirante a dramaturgo economizar tempo, colocando-se diante, não apenas da teoria, mas também dos trabalhos dos grandes dramaturgos do passado, de modo que tanto o que eles tenham em comum, quanto suas diferenças, fiquem claras ao aprendiz? Isto é tudo o que almejo neste livro.

Criar um dramaturgo do nada é algo como um milagre moderno. Desenvolver teorias do drama independente do que foi feito pelos que vieram anteriormente é algo impossível. Um dos meus objetivos neste livro, à luz de uma tradição histórica, é distinguir o que é permanente e o que não é na nossa técnica. Irei me esforçar em mostrar ao dramaturgo inexperiente, como os mais experientes solucionaram problemas similares, economizando assim etapas no processo de aprendizagem.

Este livro é o resultado de discussões quase que diárias, durante anos, em aulas onde muitas das idéias contidas nele foram discutidas, porém em discussões onde havia uma chance de tratar  de questões excepcionais, aparentes ou reais, de forma individualizada, onde se poderia discutir qualquer princípio enunciado com calma com os alunos. Essa discussão completa, no entanto, é impossível de ser condensada no  presente livro. Por causa disso, devo parecer aos meus alunos ser um professor muito mais dogmático do que realmente sou.

Nenhum livro pode se equiparar ao valor do trabalho adequado em sala de aula. A prática do passado providencia princípios satisfatórios para os alunos de talento mediano[5]. Porém, um artista excepcionalmente dotado, depois de aprender estes princípios, deve romper com eles. A sala de aula permite ao professor algumas exemplificações banais, mas oportunas. Os livros por sua vez possuem suas limitações. Este livro, então, não deve ser compreendido como um substituto de uma boa aula, mas como complemento, ou para oferecer o que pode, quando tal instrução é impossível.

O conteúdo deste livro foi originalmente reunido a partir de notas de sala de aula, e de oito conferências proferidas perante o Lowell Institute, em Boston, no inverno de 1913. Elas foram cuidadosamente reformuladas para  palestras posteriores no Brooklyn e na Filadélfia. É certo que tanto dentro como fora da sala de aula estas anotações foram minuciosamente revistas durante cinco anos.

A consideração detalhada acerca da peça em um ato, foi reservada para um outro momento, através de um tratamento especial, pois no presente livro, busco  tratar com objetividade apenas os diversos problemas básicos que o aspirante a dramaturgo deve enfrentar no aprendizado dos fundamentos de uma arte muito difícil, porém fascinante.

Eu escrevo para as pessoas que irão se contentar apenas quando escreverem suas peças. Eu gostaria de deixar entendido que eu não escrevo para quem procura métodos de técnica dramática. Inclusive vejo com alguma apreensão o recente crescimento, como cogumelos, de tais cursos em todo o país. Eu duvido seriamente da conveniência de tais cursos para alunos de graduação.

A técnica dramática é um meio de expressão das próprias idéias e emoções para o palco. Com algumas raras exceções, os universitários estão mais voltados a preencher suas mentes com um conhecimento geral do que na tentativa de expressar seus pensamentos, suas emoções confusas e imaturas, num palco.

Em geral, eu acredito que o ensino de dramaturgia deva ser direcionado a alunos de pós-graduação. Também acredito que isto deva ser feito por pessoas que tenham experiência em atuar, produzir, e escrito peças de teatro, e que tenham também lido e visto peças de diferentes países e épocas. Pois, o professor que não é muito eclético em seu gosto, na melhor das hipóteses, irá produzir escritores com um carimbo facilmente reconhecível.

Em todas as disciplinas criativas, o problema não é, "O que podemos fazer destes alunos por nós, os professores?" Mas, "Qual destes estudantes tem algum poder criativo individual? Qual é? Como dar a ele um desenvolvimento rápido e completo?" Liberdade completa de escolha tanto do assunto como do tratamento para que a individualidade do artista possa ter a sua melhor expressão são indispensáveis para o desenvolvimento da grande arte.

Destreinados e procurando às cegas os meios para seus objetivos, sua técnica pode se desenvolver baseada no estudo de dramaturgos de sucesso que o precederam. Desde que ele busque desenvolver sua própria técnica, que seja mistura daquilo que aprendeu do passado e uma adaptação das práticas anteriores às suas próprias necessidades.

Pretendo com este livro ajudá-lo em sua difícil busca para o desenvolvimento de sua própria técnica, baseada na prática de outros. O livro pode fazer algo, mas só um pouco, para desenvolver a sua técnica, que é e deve ser individual. A instrução mais útil e desejada, não são os livros, não são as palestras, mas o freqüente diálogo entre os alunos e seus professores. Depois o artista deve procurar desenvolver uma técnica acurada, e que esteja em diálogo com uma tradição histórica que o ajude escrever uma peça que ninguém jamais poderia ter escrito. A partir de então ele deve trabalhar com três grandes mestres: a prática constante, o escrutínio preciso de seu trabalho, e, acima de tudo,  tempo. Só quando ele passou pelo teste destes três Mestres é que o artista está amadurecido.

Geo. P. Baker






ÍNDICE

I. A Técnica no Drama: O que é. O Drama como Arte Independente 1

II. A Essência do Drama: Ação e Emoção. 16

III. De Indivídual para a Trama. Abrindo o Caminho. 47


IV. Do Individual, através da História para a Trama. Clareza através de uma Seleção Sensata.73


V. Do individual para a Trama: Dosagem do Material: Número e Duração dos Atos. 117


VI. Da Individual para a Trama: Disposição para a Clareza, Ênfase, Movimento. 154


VII. Caracterização. 234

VIII. Diálogos. 309

IX. Construindo um Cenário.  420


X. O Dramaturgo e seu público 509


INDEX. .... .523



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[1] Gostaria de ressaltar que meu inglês não é dos melhores e que em muitas ocasiões o Tradutor do Google me ajudou bastante. Mas com a intenção de ajudar a disponibilizar grandes trabalhos da língua inglesa, aos quais tenho tido acesso, tenho feito este esforço sincero, afinal, se estou lendo para meu proveito, tentar traduzi-lo para o português pode tanto melhorar minha compreensão do texto como ainda posso compartilhá-lo. Não apenas agradeço toda a crítica, como também ficaria muito grato por correções e observações na tradução. Para aqueles que se interessarem e tenham conhecimento suficiente da língua inglesa, clique AQUI para ter acesso não apenas a esta, mas diversas outras obras sobre dramaturgia estão disponíveis gratuitamente. 
[2] Preferi traduzir experience por talento, uma vez que ele fala do que o dramaturgo tem em comum e por nascença com outros artistas. (NT)
[3] The Bookman – Revista mensal inglesa, publicada entre 1891 e 1934, tendo tido entre seus colaboradores, escritores como W.B. Yeats e Samuel Beckett (NT)
[4] Em inglês – science of drama-making (NT)
[5] ordinary endowment. Em inglês.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Família Soprano (The Sopranos) Temporada 1, Episódio 1 - Piloto da Série


                             TONY SOPRANO
               Que venha o PROZAC!


Sinopse
Tony Soprano procura uma psiquiatra depois de desmaiar na festa de aniversário do filho. Relutante para falar no começo, logo ele se solta e começa a falar sobre seu dia a dia estressante, sobre seu trabalho como "administrador de lixo", e sobre ser o chefe da máfia local. Das disputas internas de poder, dos rivais e da violência de seu trabalho, dos problemas familiares tão comuns, seus esforços em ser um homem bom e honesto e sobre a tristeza em ter visto os patinhos crescidos no seu quintal e na sua piscina aprenderem a voar e irem embora.


Direção: David Chase


Roteiro: David Chase 


Elenco: Tony Soprano (James Gandolfini), Dr Jennifer Melfi (Lorraine Bracco), Carmela Soprano (Edie Falco), Junior Soprano (Dominic Chianese), entre outros.


Excepcional. É claro que fui assistir em função dos comentários do McKee, que chega a comparar Tony Soprano com Hamlet. Embora não tenha a menor dúvida do que o McKee saiba o que está falando, eu ainda acho que é há um certo exagero. Pelo menos pelo que vi no primeiro episódio. E isto não quer dizer que noção tenha gostado, pelo contrário, é excepcional.


Gostaria de chamar a atenção para três aspectos do roteiro,(apenas dois,infelizmente). O primeiro é a questão dos patos. É muito bom este plot, incrivelmente belo e humano, impressionante.


Outra é a cena da boate, o uso de sombras e luzes é muito bom e a mise-em-scéne é ótima.


Por fim, a cena da execução do tcheco sob os olhares de Hawks, Cary Grant, Edward G. Robinson e um monte de cabeças decepadas de porcos é uma preciosidade que segue adiante.


Por fim, para quem se interessar e quiser dar uma olhada no roteiro, clique AQUI!

House, 6ª Temporada, Episódio 16 - Buraco Negro


                        ABBY SMITH
                    É um buraco negro. 

                       DR. FOREMAN
                    Ela está alucinando.

                       DR. TAUB:
                    É. Eu espero que sim. 

Sinopse
Um aluno de física, Nick, e seu pai trazem a namorada de Nick que recentemente sufocou com uma estranha espuma em uma aula em um planetário. A equipe médica elimina todas as possibilidades possíveis, exceto que há uma potente reação de seu organismo a algo. House pressiona Wilson a mobiliar o apartamento e assim poder expressar sua personalidade. taub e sua esposa enfrentam uma crise na relação devido a insegurança dela de que Taub tenha uma amante.


Direção: Greg Yaitanes

Roteiro: Lawrence Kaplow e David Shore (criador) 

Elenco: Dr Gregory House (Hugh Laurie),  Dr Lisa Cuddy (Lisa Edelstein),  Dr Eric Foreman (Omar Epps), Dr James Wilson (Robert Sean Leonard), Dr Allison Cameron (Jennifer Morrison), Dr robert Chase (Jesse Spencer), Dr Remy "Thirteen" Hadley (Olivia Wilde), Abby Nash (Cali Fredrichs), Nick (Nick Eversman), entre outros.

Legal, mas preferi o anterior, o Private Lives. Acho que a conclusão vem meio forçada.

Mas já começo a perceber um certo padrão nos episódios. Geralmente três plots, onde um não tem nada a ver com os outros dois, ficando meio solto. Neste caso é o plot da decoração do apê que fica solto. Por outro lado, o plot do problema de fidelidade de Taub está diretamente ligado ao plot do problema de Abby.

Vale chamar a atenção para a cena em que House toma o celular de Taub e fala com a esposa do mesmo, hilário.




House, 6ª Temporada, Episódio 14 - Vidas Privadas


                        TAYLOR
                 (Para Frankie, sobre o blog)
               Isto que você faz. Isto não é 
               estar conectado com ninguém.
               Isto é sobre audiência!

Sinopse
House e sua equipe assumem o caso de uma ávida blogueira internada com hematomas e sangramentos súbitos e inexplicáveis. De sua cama do hospital, a paciente continua a postar no seu blog sobre seus sintomas e os diagnósticos médicos, além de pedir a seus leitores conselhos sobre escolhas para o tratamento. Esta exposição leva a equipe a contemplar o valor da privacidade, especialmente depois de House e Wilson desvendarem os segredos do passado um do outro.

Direção: Sanford Bookstaver

Roteiro: Doris Egan  e David Shore (criador) 

Elenco: Dr Gregory House (Hugh Laurie),  Dr Lisa Cuddy (Lisa Edelstein),  Dr Eric Foreman (Omar Epps), Dr James Wilson (Robert Sean Leonard), Dr Allison Cameron (Jennifer Morrison), Dr robert Chase (Jesse Spencer), Dr Remy "Thirteen" Hadley (Olivia Wilde), Frankie (Laura Prepon), Tylor (Adam Rothenberg), entre outros.

Bem, era inevitável o dia que eu começaria a assistir seriados. Este dia chegou e que bom, realmente os roteiros impressionam bastante. Sobre este episódio em específico, me agradou bastante, foi o primeiro do "House" que vi.

Muitas pessoas dizem que não gostam do seriado por causa do Gregory House, que ele é um mala escroto, temos ai algo para se pensar. Olha que ele nem é um personagem "mal", embora seja mala. Eu creio que o segredo, pelo menos de quem se identifica seja a questão da competência e sua sensibilidade, mas é justamente sua hipersensibilidade que o torna cínico e capaz de resolver muitos dos problemas. Além do mais o cara tem uma deficiência física, precisa constantemente de sua bengala. Mas parece que tudo isto nãoé o suficiente para agradar gregos e troianos, bem azar de quem não gosta.




Veia de Lutador (Fighting) 2009


                     JACK DANCING
                Nas palavras do falecido e 
                grande poeta americano, Marvin
                Gaye: "Vamos direto à questão!"



Sinopse
Em Nova York, um jovem camelô é introduzido no mundo das lutas clandestinas por um experiente trambiqueiro, que passa a ser seu gerente no circuito de lutas clandestinas  e sem regras.



Direção: Dito Montiel


Roteiro: Robert Munic e Dito Montiel


Elenco: Shawn McArthur (Channing Tatum), Harvey Boarden (Terrence Howard), Zulay Velez (Zulay Henao), Evan Hailey (Brian J. White), Jack Dancing (Roger Guenveur Smith) entre outros.


Eu particularmente gosto deste filme, há elementos na caracterização dos personagens que eu gosto, como por exemplo o fato de Shawn vender livros falsificados do Harry Potter, o fato de Harvey ser maníaco depressivo e a treta dos dois antigos companheiros de equipe de wrestriling universitário.


Zulay é sem dúvida linda e olhar para ela não é apenas um prazer, mas também um privilégio. Acho as cenas de luta bem feitas e coreografadas.


Mas vejo um problema que é a necessidade de ater-se a certas convenções do gênero dos filmes de luta, sobretudo os de boxe. (A propósito este é o assunto do meu mestrado!) Mas o filme funciona, acho que há uma queda de ritmo nas cenas romanceadas entre Shawn e Zulay que soam um pouco falsas, sem ritmo e forçadas, embora se perceba o esforço que a direção faz no sentido de tornar estas cenas delicadas.