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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Animador brasileiro comenta o 3D e fala sobre o Anima Mundi, que chega a SP

Quando se fala no Anima Mundi, a primeira lembrança são as grandes filas que se formam para poder assistir às disputadas sessões com animações dos quatro cantos do mundo. No entanto, além de sessões, o festival traz outras atividades, como oficinas e debates. Este ano, o Anima Fórum trouxe, entre outros convidados, o animador Ale McHaddo, diretor da produtora 44 Toons.


Ale, diretor do curta "Bugigangue - Controle Terremoto", primeira produção nacional a usar a tecnologia de projeção em 3D, falou com exclusividade ao UOL Cinema sobre o evento que passou pelo Rio entre 16 a 25 de julho (ele mediou uma mesa por lá). Agora o Anima Mundi chega a SP, onde acontece de 28 de julho a 1º de agosto. OS filmes serão exibidos no Memorial de América Latina e no Centro Cultural Banco do Brasil (veja mais informações no site oficial)


UOL Cinema - Como foi a mudança de espectador para participante do Anima Mundi?
Ale McHaddo - Na verdade tem duas mudanças. Eu comecei a produzir animações em 2002 e, a partir daí, consegui colocar meus filmes no Anima Mundi a cada dois anos. Depois, com a criação do Anima Fórum, pude participar como debatedor. No final, essas mudanças acabam sendo apenas novas camadas que são acrescentadas. São dois momentos interessantes, mas é preciso sempre ter em mente o que você buscava quando só assistia às animações para conseguir produzir uma animação de boa qualidade.


UOL Cinema - Quais as atrações do festival causaram mais ansiedade em você?
Ale McHaddo -  Acho que estava esperando mais pelas mostras da Gobelins e da CalArtes, que são escolas estrangeiras de animação. Para o mercado nacional, a mão-de-obra mostra-se um grande gargalo na produção. No Anima Fórum, as escolas mostram seus programas e as animações dos estudantes. Com isso, podermos ver como se criar talentos para a área.


UOL Cinema - Ansioso para o Anima Fórum no Rio? O que espera do papo?
Ale McHaddo - Claro que sim. Eu vou exibir alguns filmes e depois acho que termos muitas perguntas técnicas e poucas falando da estética do 3D. Pouco se pensa na contribuição da estereoscopia para a história. Ainda falta acontecer uma maturidade nessa questão. Acho que 80% serão tecnicalidades, mas como um moderador da mesa vou buscar perguntas que falem mais da estética e da imersão.


UOL CInema - Como surgiu a 44 Toons? Por que esse nome?
Ale McHaddo - Quando eu era estudante, fundei com alguns amigos a 44 Bico Largo, para produção de fanzines e games. Depois, quando começamos a produzir animações, formamos um braço da empresa: a 44 Toons. Como 44 Bico Largo fica difícil de falar em inglês, ficamos com o nome novo.


UOL Cinema - Além dos óculos, o que muda quando se faz uma animação 3D?
Ale McHaddo - Muda o pensamento de cena. A linguagem cinematográfica exige que o animador e o diretor pensem no eixo da tela, que é sempre bidimensional. Na produção de uma animação em 3D, precisa-se pensar como colaborar para o movimento dos personagens e como valorizar a cena. Por causa da tridimensionalidade, o pensamento aproxima-se mais do teatro, especialmente aquelas peças em que o ator se aproxima da platéia.


UOL Cinema - O processo é mais cansativo para os animadores?
Ale McHaddo - Muito mais cansativo! A gente produziu o "BugiGangue" quando ainda não existiam televisores 3D e, por isso, tivemos que usar aqueles óculos azul e vermelho para fazer o filme. Esses óculos causam dor de cabeça depois de muito tempo de uso. Aí tivemos que desenvolver algumas técnicas para descansar os profissionais, até com o acompanhamento de oftalmologistas. Agora temos monitores novos, que causam menos incômodo.


UOL Cinema - Na sua visão, como o 3D muda a experiência cinematográfica?
Ale McHaddo - O 3D é uma ferramenta muito importante para criar a imersão. O James Cameron, com o "Avatar", conseguiu realmente puxar o espectador  para dentro do universo que ele criou. A gente pensa em um novo eixo e, depois, acabamos tendo de pensar no lado financeiro. Quando se faz uma produção 3D, na verdade são feitos três filmes: dois para as cópias em película e um outro para a exibição digital. Nosso trabalho é balancear tudo isso.


EDU FERNANDES
Da Redação


Se quiser ver o link original, clique AQUI!


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Robert McKee na ECINE dia 13 de Maio de 2010


Ontem tive o privilégio de participar de uma palestra com o McKee e podem ter certeza, não me decepcionei. Com bastante lucidez ele fez alguns comentários que valem a pena destacar.

A primeira observação, muito contundente por sinal, foi a crítica à nossa produção cinematográfica, sobretudo no que diz respeito à natureza de nossos roteiros. Aproximadamente noventa por cento de nossos roteiros são adaptações de obras literárias e muito poucos roteiros originais têm sido escrito no Brasil, e ao ver do McKee, com quem faço coro,  isto é muito grave. 

Eu gostaria de acrescentar ainda uma observação; se aproximadamente noventa por cento são adaptações literárias, o restante "é baseado em fatos reais". É claro que isto dá muita discussão, mas para não extender muito, apenas segue uma sugestão, libere sua imaginação e pense em Argumentos Originais. Não que você não possa se inspirar na sua própria história ou na do seu vizinho, mas não queira revelar a realidade através de suas histórias, pois a verdade é caprichosa, ela tem seus próprios meios de se revelar, e, em muitos casos, não é escrevendo exatamente o que aconteceu com fulano que você estará sendo honesto, pois no fim das contas, ainda assim será a sua interpretação do fato.

A segunda observação foi sobre o fato de ainda não termos nos organizados profissionalmente e termos criado um sindicato, temos no máximo algumas associações. Ele chegou, inclusive, a sugerir greves de roteiristas. (Embora não sei se isto possa funcionar no brasil hoje, talvez os pessoal que trabalhe na TV, mas mesmo assim, ainda é bastante complicada esta discussão

Por fim, ele apontou hoje uma realidade em Hollywood, hoje, a classe que detêm o poder de realização e escolha dos filmes em Hollywood não são mais os produtores, roteiristas oudiretores, mas os atores. Neste sentido, ele usou como exemplo o Up in the Air, de Jason Reitman. McKee disse que o filme só aconteceu devido ao fato de George Clooney ter gostado do roteiro e comprado a briga. Ao final ele disse que os atores de Hollywood têm tudo, dinheiro, fama e sucesso e que a única coisa que eles desejam, são grandes personagens e grandes histórias, ou seja, eles precisam de grandes roteiristas. É engraçado, pois de certo modo, nós somos os objetos de desejo das estrelas. Hehehehehehehe. É Brincadeira o que eu disse, mas não deixa de ser verdade.

Inclusive saiu uma notícia na Folha sobre o evento, leiam AQUI!.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Oscar - 82º Prêmio da Academia de Artes Cinematográficas e Ciência


Bem, até que enfim consegui um tempinho para falar sobre a premiação ocorrida no último domingo. No geral, eu gostei bastante, fiquei realmente surpreso com a vitória de Hurt Locker e achei-a merecida, sobretudo com a decepção do Oscar de 2009 que consagrou Slumdog Millionaire.

Como já havia comentado, Hurt Locker é um grande filme e fez juz aos seus prêmios, sobretudo ao de roteiro original, ao de direção e de melhor filme. Sem se fundamentar em uma visão simplista da guerra, Hurt Locker venceu o Oscar, e seu mérito não diz respeito apenas pela quantidade de prêmios, mas sim por vencer nas principais categorias.

O fato de a Academia conceder seu primeiro prêmio de direção a uma mulher também é bastante significativo, sobretudo se o que fora premiado tenha sido, em primeiríssmo lugar, o excelente trabalho, e que jamais alguém seja preterido em função de qualquer tipo de opção, crença, ou outra diferença qualquer, a não ser a distinção e a qualidade do trabalho.

A vitória de Hurt Locker sinaliza a premiação da qualidade de um grande filme, independente de sua proposta ser comercial e/ou estética, ou de imensos valores de produção. A impressão que tive desta premiação é como se a Academia passasse ao largo das distinções entre cinema "de arte", ou "cinema comercial" e buscase um denominador comum entre estas distinções. Em minha opinião, realmente venceu o melhor.


Em relação aos prêmios, pensei que Avatar venceria, claro que pelas suas qualidades técnicas e comerciais. Mas a academia entendeu que Avatar já fora devidamente recompensado. Na minha opinião, Cameron seria o vencedor do Oscar de melhor direção e Hurt Locker venceria roteiro original e melhor filme.

Quanto a melhor ator, torci para Clooney, mas confesso, Jeff Bridges fez um excelente papel e não me decepcionei com o reconhecimento, não só pelo filme, mas por toda uma carreira. Não acertei, mas achei justo.

O que, não só não gostei, como o que me surpreendeu foi o prêmio de roteiro adaptado. Realmente ainda não entendi muito bem. Uma categoria tão boa, com verdadeiras pedreiras, como o meu favorito, Up In The Air, e An Education e District 9 premiar um filme razoável. Isto eu adoraria discutir e poder entender melhor. Eu entendo que a personagem Precious é incrível e blábláblá. Tem uma integridade moral impressionante, mas convenhamos, o que ela poderia fazer a não ser resignar-se? Abandonar aqueles sonhos infantis e enfrentar a necessidade e urgência de amar suas pobres crianças condenadas? Não quero desqualificar o filme, de modo algum, tanto que acredito no potencial e até na legitimidade do prêmio de Mo'nique embora, convenhamos, seja mal dirigida e caricatural. 

 

Ao meu ver, ao premiar Precious a Academia foi complacente com o filme por ele tratar de questões sociais delicadas, importantes não só da sociedade norte-americana. Mas isto não é novo e temos centenas de filmes tratando destas questões e de modo bem menos condescendente. Ao meu ver, ao inciarem estes trabalho, a idéia norteadora deve ter sido: " vamos procurar a pessoa mais ferrada da face da terra" e vamos fazer um filme sobre ela. O mínimo que podiam fazer era dar um pouco de dignidade a esta pobre coitada. Antes do que denúncia, é um show de horrores que serve apenas para que as pessoas exercitem e demonstrarem seu lado "bonzinho" ao se compadecerem de Precious.

 

O talento de Gabourey Sidibe se mostrou algo impressionante e espero que seja melhor aproveitado em seu próximo filme. Que ela fuja de papéis estereodipados e, sobretudo, do papel de vítima resignada das circunstãncias.

Outro que tinha por certo sua premiação foi Up. Sem dúvida, com um roteiro bastante original, era quase certa sua vitória em Longa de Animação, e que mostrou seu favoritismo em Trilha Sonora.



Diga-se de passagem, é um dos melhores trabalhos dos últimos anos. Impecável em sua sutileza e beleza, sobretudo pela originalidade do roteiro. Por exemplo, alguns paradigmas narrativos (Propp, Campbell e Vogler ) fazem menção ao chamado à aventura. É incrível como em centenas de filmes podemos encontrar este chamado, e geralmente a recusa ao mesmo.(alguns definem que "o chamado" está presente em todos) Vejamos o caso de Gladiador várias vezes comentado neste blog. Maximus recusa o pedido do Imperador de assumir o trono. Em Avatar, Jake é chamado à aventura por ter-se tornado paralítico e só não recusa em assumir o lugar do irmão, pois só atendendo ao chamado é que ele poderá voltar a andar. De certo modo, em Hurt Locker, James não só atende ao chamado da guerra, como não quer retornar. Há inúmeros casos, mas atendo-se ao caso de Up, Carl Fredricksen simplesmente esquece do chamado durante toda a a sua vida e só no final o atende. Achei isto muito bem feito e bem realizado. É claro que o roteiro tem outros méritos, mas deixemo-os para outra ocasião.

Como eu esperava, os irmãos Coen desta vez ficaram de fora, assim com Invictus e Up in The Air. Mas é claro que não podemos esquecer que a indicação por si só já é um grande feito.

Por fim, fica os parabéns ao cinema argentino, com seu segundo Oscar o cinema portenho mostra que pode ser uma referência cinematografica na América Latina.

para quem se interessar em ver todos os premiados, clique Aqui!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Filmes recentes de Hollywood seguem molde matemático, diz cientista

EWEN CALLAWAY 
da New Scientist
 
A Era de Ouro em Hollywood pode ter acabado na década de 1950, mas foi apenas recentemente que a cidade dos sonhos demonstra ter um método matemático para capitalizar a medida de nossa inconstante atenção.

"Produtores de filmes têm evoluído, de forma cada vez melhor, na extensão de cenas e sequências, que arrebatem a nossa atenção", diz James Cutting, psicólogo da Universidade Cornell, em Ítaca, Nova York. 

Ele analisou 150 filmes de Hollywood e descobriu que os mais recentes eram mais voltados a períodos determinados das cenas, e tinham a tendência de seguir um modelo matemático que também descreve a medida extensão da atenção humana.




Fórmula
 
Nos anos 1990, um grupo da Universidade do Texas mediu a extensão da atenção de voluntários, a partir de como eles se portavam diante de centenas de testes consecutivos
Quando eles cruzaram essas medições com uma série de ondas usando um truque matemático chamado Transformações de Fourier, as ondas aumentavam em magnitude, à medida que as frequências caíam. 

Esta propriedade é conhecida como flutuação 1/f, ou "barulho rosa", e neste caso significava que o poder de atenção diante de um teste com uma extensão particular foram recorrentes em intervalos regulares. 

O pioneiro da teoria do caos, Benoit Mandelbrot, encontrou níveis anuais de enchentes do rio Nilo que seguiam esse padrão; outros observaram-no na música e em turbulências na atmosfera.

Para encontrar se a extensão de uma cena cinematográfica poderia seguir a 1/f também, Cutting mediu a duração de cada sequência em 150 sucessos de Hollywood, de vários gêneros, lançados entre 1935 e 2005. Ele, então, dispôs esses dados em uma série de ondas para cada filme. 

Cutting descobriu que os filmes mais recentes eram mais propensos a obedecer a lei 1/f do que seus antecessores. 

Mas ele afirma que não são apenas filmes de ação com sequências rápidas, como "Duro de Matar 2", que seguem a 1/f. Ao contrário, o importante é que haja sequências de tamanhos semelhantes, que se repitam em um padrão regular dentro do filme. 

O cientista sugere que a obediência à 1/f pode fazer dos filmes mais atrativos porque eles repercutem com o ritmo de extensão da atenção humana --mas ele duvida que diretores estão usando a matemática, deliberadamente, para fazer filmes. 

Em vez disso, ele acha que filmes que sejam editados dessa forma provavelmente sejam mais bem-sucedidos, algo que, por sua vez, incentivaria outros a seguir este estilo. Isso explicaria por que um grande número de filmes recentes tendem a seguir a 1/f. 

No entanto, ele descreve como "simplesmente terrível" o filme "Star Wars 3", cujo enredo segue rigidamente a 1/f. Cutting afirma que uma boa narrativa e forte atuação são provavelmente mais importantes do que a fórmula matemática.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u695704.shtml

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

“Os produtores e o Cinema Brasileiro”

Palestra na FGV de Brasília

Assuntos Abordados

A palestra debatera questões como as qualificações necessárias para um bom produtor, os conhecimentos artísticos e técnicos que ele deve dominar e como formar produtores executivos competentes, a relação entre produtores e artistas (diretores, orteiristas, atores), o papel dos produtores no âmbito financeiro, a sua atuação na área comercial e internacional.

Palestrante:
 
Alberto Flaksman é roteirista, diretor e produtor de cinema. Seu último trabalho nessa área foi a roteirização e direção da série Heróica Natureza”, composta de três filmes sobre as questões ambientais no Brasil. Escreveu e dirigiu dezenas de outros documentários, filmes empresariais e publicitários. Foi produtor executivo de filmes de longa metragem como “A Grande Arte” (dirigido por Walter Salles), “Eu te amo” (dirigido por Arnaldo Jabor) e “Baixo Gávea” (dirigido por Haroldo Marinho Barbosa). Escreveu um grande número de artigos, resenhas literárias, relatórios empresariais, materiais institucionais, folhetos de apresentação de produtos e comunicados de imprensa. Foi Superintendente da antiga Embrafilme, Diretor-executivo da produtora Videofilmes, editor-chefe da BeiWeb, empresa produtora e licenciadora de conteúdos para a Internet, e professor universitário de economia. É atualmente Superintendente de Promoção e Comércio Exterior da ANCINE. Tem formação acadêmica em engenharia e economia, com pós-graduação na Universidade de Paris (1967), e em ciências políticas (IUPERJ, 1981).

Local: Auditório da FGV
Horário: 19h30
VAGAS LIMITADAS
Informações:
(61) 3799-8000 / 3799-8142
eventos@bsb.fgv.br


Início: 09/03/2010 às 19:30 horas
Fim: 09/03/2010 às 21:00 horas

Para visitar o site do evento, clique AQUI.



Comentários

Quem for de Brasília não pode perder esta oportunidade. Lembrem-se, um roteirista, geralmente não pode ser apenas roteirista. No mínimo, ele deve ter um amplo conhecimento de todas as outras 'áreas' do cinema. Noção de montagem, noções de fotografia, de interpretação, e, sobretudo, de produção.

Não é raro grandes roteiristas serem também grandes produtores (ou vice e versa). Muitas vezes (ou na mairoria absoluta das vezes), se você não conhece o Spielberg ou os irmãos Gullane, você corre o risco de jamais ver seu ambicioso - ou não - projeto filmado. Mas se você tiver noção de produção, ou seja, de onde arrancar o dinheiro, como capitalizar o seu projeto e o que pode esperar dele, quanto pagará pelos serviçoes de outros profissionais (ou você tem outra coisa para oferecer em troca?), como enfrentar uma das mais pesadas burocracias do mundo...  tudo isto é importante saber, até mesmo antes de escrever a log line do seu projeto.

Aproveitem esta oportunidade e prestem atenção no que eu disse. No Brasil, 99,5% (números hipotéticos e com uma certa carregada nas tintas) dos alunos de cinema querem ser diretores e 99,5% destes 99,5% destes aspirantes jamais o serão. Os outros 0,5% ficam divididos entre Fotografia, montagem, roteiristas e produtores, sendo esta última função, talvez, a menos procurada. basta ver a grade dos cursos de cinema do país, muito pouca ênfase é dada neste tipo de formação.

Neste sentido, vou indicar um grande filme e um grande livro para vocês.

O filme é The Bad and the Beautiful do saudoso Vincent Minelli, o filme é baseado na vida de David O. Selznick, um dos maiores produtores da história de Hollywood, produtor, por exemplo de ...E o Vento Levou (Ainda a maior bilheteria da história do cinema) e responsável pela ida de Hitchcock e de Eisenstein para os EUA.


O livro é o 'O Gênio do Sistema' de Thomas Schatz. Este livro fala sobre o nascimento de Hollywood e do "cinema de produtor" e é fundamental para qualquer pessoa que goste minimamente de cinema, cinéfilos, para quem trabalhe, ou para quem queira trabalhar na industria cinematográfica.
 
Bem, fica dado o toque então, e espero também que o pessoal da FGV traga esta palestra para São Paulo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Coletiva de Imprensa do Tropa de Elite 2

A equipe do Tropa 2 faz coletiva de imprensa, vejam o vídeo.



Aspirantes a roteirista, prestem atenção na fala do Milhem Cortaz. Por que digo isso? 
Digo por que é muito importante ter consciência de onde o ator pode (e deve) dar continuidade ao que o roteirista criou. Um bom roteiro é o primeiro passo, em cima deste há toda uma equipe de profissionais que irão fazer uso de seu próprio talento e enriquecer o trabalho. Então não fiquem tristes se um ator achar melhor mudar aquele seu diálogo impecável, ou a cor do cabelo do seu protagonista, ou se o editor cortou aquela cena que você e sua mãe acharam magnífica. Pelo contrário, distanciem-se do seu texto e compreendam que o cinema é uma 'arte' essencialmente coletiva e que a função de seu texto, em última instância, é justamente dar subsídios aos que vem depois de você, mesmo que reneguem o que você escreveu.

Pratiquem o desapego!

Afinal, roteiros são como filhos, nós os criamos com suor e carinho e depois os entregamos "ao mundo".

Para mais informações acessem o site do filme: http://www.tropa2.com.br

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ancine planeja abrir 600 novas salas de cinema no país em quatro anos

Você que está pensando em estudar cinema ou trabalhar no ramo agora tem um incentivo extra. Pelo que parece - e espero muito que isto seja verdade - podemos ter um crescimento considerável de salas exibidoras no Brasil. Isto seria um salto enorme para o crescimento da nossa indústria e com certeza criaria muitas oportunidades de trabalho. Mais um motivo para você pegar aquele seu caderno de anotações com dezenas de idéias e começar a escrever seus argumentos.




Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

15 de Dezembro de 2009


Rio de Janeiro - A Agência Nacional do Cinema (Ancine) planeja abrir 600 salas de cinema, principalmente nas cidades médias do interior e na periferia das regiões metropolitanas. O programa Cinema Perto de Você será executado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Cultura, com início previsto para janeiro e duração de quatro anos, disse hoje (15) o presidente da Ancine, Manoel Rangel.

Rangel participou do lançamento da segunda edição do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que vai disponibilizar R$ 81,5 milhões para apoiar o cinema nacional, incluindo produção de longas-metragens, programas para televisão, distribuição e comercialização. O valor é mais do que o dobro do investido em 2008, que foi de R$ 37 milhões.


Ele explicou que o objetivo do programa Cinema Perto de Você é aumentar o público que vai ao cinema e dotar os bairros afastados e municípios do interior com salas de exibição. Atualmente, segundo ele, existem pelo menos 80 cidades com mais de 100 mil habitantes sem uma sala de cinema. O programa será viabilizado por meio de empréstimos em condições especiais do BNDES.


“O desafio está em toda a parte. Na periferia do Rio de Janeiro, em áreas das zonas norte e oeste, na Baixada Fluminense, no interior do estado, nas periferias de São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre”, disse Rangel. Uma das inovações que vão permitir o aumento do número de cinemas é a substituição dos rolos de filmes, que dependiam de uma complexa logística de distribuição, pelos projetores digitais.

Segundo dados da Ancine, o Brasil está na 60ª posição mundial no número de salas de cinema por habitante, tendo piorado nos últimos anos. Na década de 70, eram 3.276 salas: uma para cada 30 mil pessoas. Atualmente, existem 2.278 salas no país: uma para cada 83 mil habitantes. E para agravar a situação, elas estão concentradas em 815 complexos, principalmente em shoppings.

Para o presidente da Ancine, o investimento em novos cinemas é uma necessidade e um reflexo do bom momento vivido pelo setor. Só este ano, de janeiro a novembro, os filmes brasileiros atraíram 15,7 milhões de espectadores, cerca de 15,5% do total de 93,3 milhões de pessoas que compraram ingresso, a maioria para ver produções estrangeiras, 77,9 milhões.


Os editais da segunda edição do FSA estarão disponíveis no site da Ancine (www.ancine.gov.br) e no da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o agente financiador do fundo (www.finep.gov.br), a partir de quinta-feira (17).

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/12/15/materia.2009-12-15.6992666536/view