CONRAD
Não admire demais as pessoas, elas
podem desapontá-lo.
Sinopse
Um homem tenta manter sua família unida apesar de sua esposa culpar o filho mais jovem pela morte do seu primogênito e da culpa que o filho carrega em ter falhado em salvar o irmão.
Direção: Robert Redford
Roteiro: Alvin Sargent da novela de Judith Guest.
Elenco: Donald SUtherland (Calvin), Mary Tyler More (Beth), Judd Hirsch (Berger), Timothy Hutton (Conrad), entre outros.
Comentários
Este filme é bastante comentado em livros de roteiro por causa da construção psicológica de seus personagens. É claro que o psicológico aqui não se atém a academicismos simplesmente dizendo que fulano tem uma neurose, ou beltrano é psicótico ou sofre desta ou daquela síndrome de nome estranho. Tanto a autora do livro como os roteiristas tiveram especial cuidado em abordar os comportamentos e atitudes de seus personagens, o que foi bem compreendido pelos atores e pelo público.
A grande dificuldade do roteiro é tratar da angústia de cada de modo expressivo e não subjetivo, o que o roteiro consegue colocando os personagens em situações concretas onde seus problemas psicológicos se exteriorizam em seus comportamentos; Conrad não consegue mais treinar natação, uma vez que seu irmão morreu afogado e ele se culpa por não ter conseguido salvá-lo.
A morte de um filho e a culpa do outro faz com que Beth tenha dificuldade em aceitar que Conrad não teve culpa na morte de seu irmão, o que gera uma forte repulsa de Beth pelo próprio filho e em certa medida até mesmo pelo pai, Calvin.
No entanto, Calvin procura e consegue superar a dificuldade de se relacionar com Conrad. Conrad por sua vez, também através de muito esforço, consegue superar sua própria culpa, o que Beth infelizmente não conseguirá, e não sendo capaz de mudar e se transformar, abandonará a família.




