quinta-feira, 5 de maio de 2011
O Discurso do Rei (The King's Speech) 2010
LIONEL LOGUE
"Você" conhece alguma piada?
REI GEORGE VI
Perder tempo não é o meu forte.
Storyline
Na aristocrática Inglaterra um homem sem títulos ensina um Rei a se expressar.
Direção: Tom Hopper
Roteiro: David Seidler
Elenco: Colin Firth (Rei George VI), Geoffrey Rush (Lionel Logue) e Helena Bonham Carter (Rainha Elizabeth), Guy Pearce (Rei Eduardo VIII), entre outros.
Comentários
Eu assisti ao filme apenas uma vez e acho que o grande mérito do filme é o elenco, as atuações de Geoffrey Rush e Colin Firth são excepcionais e eletrizantes. Por sua vez o roteiro é redondinho e consegue manter seu foco com bastante precisão e clareza sem se preocupar em chamar a atenção sobre si.
Se quiser dar uma olhada no roteiro, clique AQUI!
Mais um retorno
Depois de dois meses de bastante trabalho, eis me aqui novamente!
Vi e revi alguns filmes nestas últimas semanas, mas não tive tempo para postar no Blog, não que eu não tivesse vontade, mas eu estava bastante envolvido em uma pesquisa para um argumento - que infelizmente não posso revelar nenhum detalhe aqui.
Porém, embora não tenha postado, eu fiz anotações sobre os filmes que vi no período e anotei todos eles. Vou postar comentários sobre os mesmos na medida do possível. Já comecei hoje, com o filme O Vencedor, de David O. Russel.
Além do mais, li alguns livros que espero em breve poder apresentar uma resenha, aqui alguns que merecem bastante destaque: "Como Criar Personagens Inesquecíveis", e "Como Aprimorar um Bom Roteiro", ambos de Linda Seger; "Teoria e Prática do Roteiro, Com Análises de 16 Filmes Famosos", de David Howard e Edward Mabley e "Developing Story Ideas, de Michael Rabiger".
Então como podem ver, teremos bastante coisa para papearmos.
Vi e revi alguns filmes nestas últimas semanas, mas não tive tempo para postar no Blog, não que eu não tivesse vontade, mas eu estava bastante envolvido em uma pesquisa para um argumento - que infelizmente não posso revelar nenhum detalhe aqui.
Porém, embora não tenha postado, eu fiz anotações sobre os filmes que vi no período e anotei todos eles. Vou postar comentários sobre os mesmos na medida do possível. Já comecei hoje, com o filme O Vencedor, de David O. Russel.
Além do mais, li alguns livros que espero em breve poder apresentar uma resenha, aqui alguns que merecem bastante destaque: "Como Criar Personagens Inesquecíveis", e "Como Aprimorar um Bom Roteiro", ambos de Linda Seger; "Teoria e Prática do Roteiro, Com Análises de 16 Filmes Famosos", de David Howard e Edward Mabley e "Developing Story Ideas, de Michael Rabiger".
Então como podem ver, teremos bastante coisa para papearmos.
O Vencedor (The Fighter) 2010
MICKEY WARD
E eu sou a única pessoa que luta
aqui! Não é você, nem você e nem
você!
Sinopse
Mick Ward tinha quase tudo para ser um grande campeão. Quase, pois a constante interferência da família em sua atividade como boxeador sempre coloca sua carreira e chances de ascensão em cheque.
Direção: David O. Russel
Roteiro: Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson e Keith Dorrington
Elenco: Mark Wahlbergt (Micky Ward), Christian Bale (Dick Eklund) Amy Adams (Charlene Fleming), Melissa Leo (Alice Ward), entre outros.
Comentários (Spoiler)
Acho que a trama do documentário dentro do filme brilhante. No começo, logo vemos que uma equipe está fazendo um documentário sobre Dick Eklund, no começo pensamos tratar-se de um resgate da memória de um grande campeão, porém mais à frente, novas informações vão questionar a história de Dick como boxeador, sobretudo o polêmico episódio em que Dick conquistou sua única vitória consistente, contra Sugar Ray Leonard.
Vemos então uma desconstrução do personagem de Dick até sabermos que na verdade o documentário é sobre usuários de crack.
A trama vira totalmente, e o que a princípio parecia uma homenagem de um grande atleta, na verdade mostra sua decadência.
O uso do motivo "documentário" dentro do filme reforça o aspecto biográfico sem perder a ótima oportunidade de se construir uma trama interessante e original. Sem se ater apenas à veracidade dos "fatos reais", os roteiristas preocupam-se em criar uma trama interessante e recheada de surpresas.
Caso queira ver o roteiro, clique AQUI!
domingo, 6 de março de 2011
Bravura Indômita (True Grit) 2010
MATTIE ROSS
Você deve pagar por tudo neste mundo,
de um modo ou de outro. Não há nada
gratuíto, salvo a graça de Deus.
Sinopse
Mattie Ross, uma garota de 14 anos parte em busca de vingança atrás do assassino de seu pai, o covarde Tom Chaney.
Direção: Ethan Coen, Joel Coen
Roteiro: Ethan Coen, Joel Coen, baseado na novela de Charles Portis
Elenco: Mattie Ross (Hailee Steinfeld), Rooster Cogburn (Jeff Bridges), Tom Chaney (Josh Brolin), LeBoeuf (Matt Damon), entre outros.
Comentários
Não sou fã incondicional dos irmãos Cohen. Filmes como "queime Depois de Ler", "A Serious Man", e "Barton Fink" não me agradam. Mas não posso deixar de dizer que eles fizeram filmes memoráveis, "Onde os Fracos Não tem Vez", "Fargo" e... Bravura Indômita.
O filme narra a história de Mattie, filha de um protestante pioneiro do oeste americano, assassinado covardemente por Tom Chaney, um ladrão pé rapado.
Mattie parte em busca de vingança atrás do assassino e não a levamos a sério. A não ser pelo aparência sóbria e determinada, não aacreditamos que ela seja capaz da espreita.
Não até vermos ela negociar cavalos com um comerciante velhaco.
Mattie então consegue dinheiro para procurar um caçador de recompensas e ir atrás de Chaney, mas conseguir que dêem crédito a ela é tão difícil quanto encontrar Chaney, mas ela consegue e então vai em busca do assassino.
Como todo bom western, o filme é um épico sobre a formação dos EUA e nenhum filme sobre a constituição dos EUA pode deixar de falar da fé protestante e de sua vitalidade.
Mattie é apenas uma garota procurando e lutando por algo em um ambiente inóspito e brutal, vestida de uma força palpável, trajes negros e de uma ingenuidade que beira a total falta de sensibilidade ela se afirma em um mundo masculino e violento.
O que isso tem a ver com ética protestante?
O clássico texto de Max Weber, "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" diz ser a fé protestante fundamental para o desenvolvimento do capitalismo. Basicamente, a idéia de que a Graça de Deus está refletida e concretiza-se no mundo material através do trabalho, leva a um movimento dialético no qual quanto mais bem sucedido é o indivíduo, mais ele se crê próximo da salvação e de Deus. Oras, se tenho sucesso e creio que este sucesso confirma para mim que sou um Eleito de Deus, resta a pergunta. o que pode alguém contra uma pessoa que possui fé genuína?
Neste sentido, Mattie, como uma autêntica puritana, não representa esta força, ela é esta força, capaz de transpor montanhas de um lado para o outro e capaz de levar uma menina através dos desertos do oeste norte-americano atrás de qualquer objetivo.
Certamente, a despeito dos aspectos religiosos e da precisão - ou falta de - em minha análise, certamente o filme merece muita atenção na construção da protagonista, afinal, o mesmo é uma aula de como construir um protagonista interessante e que não fica chorando as pitangas e as agruras do mundo.
Outra coisa que gostaria de destacar é a cena onde Mattie e Cogburn conversam sob a luza da lua e a fotografia capta toda a beleza e pureza da personagem.
Certamente, um filme condenado a tornar-se clássico. Em breve espero poder ver a primeira versão.
The Shield - Acima da Lei (2002 - 2008)
Creio que podem sentir falta dos comentários sobre o seriado The Shield.
O que posso dizer é que assisti todas as temporadas e gostei muito do que vi. Porém, não consegui dar conta de assistir freneticamente todos os episódios e ir comentando aqui.
É claro que gostei muito da série, mas se começasse a escrever sobre a mesma, certamente teria texto para um doutorado, afinal, cada temporada comporta e trata de questões extremamente contemporâneas e muito bem contextualizadas, com uma forma precisa que dialoga com seu conteúdo. Assim creio poder afirmar ser The Shield uma obra prima que deve ser assistida por todos que estudem roteiro e dramaturgia audiovisual!
Em alguns momentos pretendo retomar alguns aspectos e pontos interessantes de alguns episódios, mas deixarei isto para um futuro breve, ou nem tanto.
O Retorno
Depois de alguns meses, retorno a postar.
Um dos fatores que me levaram a parar as postagens nos últimos meses foi o fato de estar tendo muito trabalho, mas não foi só isso.
Para ser sincero, pensei mesmo em deletar o blog, afinal, os comentários por aqui são muito escassos, e creio ser isto um sinal de que poucos tem lido o que posto por aqui. Porém, as estatísticas diárias apontam algumas visitas, - algumas bastante frequentes inclusive. Por estes poucos visitantes - e também por mim mesmo, afinal gosto de escrever aqui, pois me ajuda a organizar os filmes que vejo e até me força a analisá-los com um pouquinho mais de rigor - vou continuar postando e utilizando o blog. É claro que gostaria de mais comentários, e fico no aguardo pelos mesmos.
Abraços a todos que frequentam e lêem o blog.
Um dos fatores que me levaram a parar as postagens nos últimos meses foi o fato de estar tendo muito trabalho, mas não foi só isso.
Para ser sincero, pensei mesmo em deletar o blog, afinal, os comentários por aqui são muito escassos, e creio ser isto um sinal de que poucos tem lido o que posto por aqui. Porém, as estatísticas diárias apontam algumas visitas, - algumas bastante frequentes inclusive. Por estes poucos visitantes - e também por mim mesmo, afinal gosto de escrever aqui, pois me ajuda a organizar os filmes que vejo e até me força a analisá-los com um pouquinho mais de rigor - vou continuar postando e utilizando o blog. É claro que gostaria de mais comentários, e fico no aguardo pelos mesmos.
Abraços a todos que frequentam e lêem o blog.
Elizabeth (1998)
ELIZABETH
Ouça, Lord Burghley, eu estou
casada... com a Inglaterra!
Sinopse
O filme diz narra a ascensão ao trono e o reinado da Rainha Elizabeth I, interpretada por Cate Blanchett. O foco principal são as intermináveis tentativas da nobreza em casá-la e assim poder ter um filho e sucessor, o ódio entre católicos e protestantes e o romance com Lord Robert Dudley.
Direção: Shekhar Kapur
Roteiro: Michael Hirst
Elenco: Rainha Elizabeth I (Cate Blanchett), Sir Francis Walsingham (Geoffrey Rush), Duque de Norfolk (Christopher Eccleston), Robert Dudley (Joseph Fiennes),Sir William Cecil (Richard Attenborough), Mary de Guise (Fanny Ardant),
Duque d'Anjou (Vincent Cassel), entre outros.
Comentários
Roteiro redondo e competente, sem muita necessidade para chamar a atenção sobre si
Comentários
Roteiro redondo e competente, sem muita necessidade para chamar a atenção sobre si
próprio, mas ao mesmo tempo sem inovação ou ousadia. Uma das coisas que mais me incomodaram
são as cenas de amor, cansativas e nada excepcionais, embora fundamentais para a
trama.
Procurei assistir ao filme por que estava lendo um livro da Bárbara Heliodora, uma
grande estudiosa do teatro de Shakespeare. Em seu livro "Reflexões Shakespearianas"
- Um clássico obrigatório para qualquer um que se interesse por dramaturgia -,
a Professora Bárbara faz questão de chamar a atenção sobre a importância e a
influência do governo de Elisabeth I sobre a dramaturgia do período. Num texto
brilhante e longe de academicismos, numa linguagem clara, direta e democrática,
a Professora Bárbara dá um panorama do contexto onde produziu um dos mais
importantes dramaturgos.
É claro que não encontrei nada sobre teatro Elizabetano no filme, pois o roteiro está muito
mais preocupado com os conflitos entre católicos e protestantes e com a frustração
amorosa da rainha. Bom filme, embora não seja essencial.
um destaque do filme é a participação de Fanny Ardant como Mary de
Guise. Linda, a última musa de Truffaut preenche a tela com sua
beleza e sensualidade fundidas com uma personalidade guerreira
e brutal - roteiristas, notem como ela cheira o aço da faca na
cena em que contracena com Rush.
são as cenas de amor, cansativas e nada excepcionais, embora fundamentais para a
trama.
Procurei assistir ao filme por que estava lendo um livro da Bárbara Heliodora, uma
grande estudiosa do teatro de Shakespeare. Em seu livro "Reflexões Shakespearianas"
- Um clássico obrigatório para qualquer um que se interesse por dramaturgia -,
a Professora Bárbara faz questão de chamar a atenção sobre a importância e a
influência do governo de Elisabeth I sobre a dramaturgia do período. Num texto
brilhante e longe de academicismos, numa linguagem clara, direta e democrática,
a Professora Bárbara dá um panorama do contexto onde produziu um dos mais
importantes dramaturgos.
É claro que não encontrei nada sobre teatro Elizabetano no filme, pois o roteiro está muito
mais preocupado com os conflitos entre católicos e protestantes e com a frustração
amorosa da rainha. Bom filme, embora não seja essencial.
um destaque do filme é a participação de Fanny Ardant como Mary de
Guise. Linda, a última musa de Truffaut preenche a tela com sua
beleza e sensualidade fundidas com uma personalidade guerreira
e brutal - roteiristas, notem como ela cheira o aço da faca na
cena em que contracena com Rush.
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