segunda-feira, 19 de abril de 2010

Chico Xavier (2010)


CHICO XAVIER
Não preocupa não, Crêide!



Direção: Daniel Filho


Elenco: Chico Xavier 1969 - 1975 ( Nelson Xavier ), Chico Xavier 1931 - 1959 (Ângelo Antônio),  Chico Xavier 1918 - 1922 (Matheus Costa),  Orlando ( Tony Ramos ), Glória (Christiane Torloni ), Rita (Giulia Gam), Maria (Letícia Sabatella), João Cândido (Luís Melo), Padre Scarzelo (Pedro Paulo Rangel), entre outros.



Acho que o filme simplesmente mostra que há público para o cinema brasileiro sim. O que não há, na verdade, são filmes para este público tão mal conhecido.

Achei interessante a quantidade de personagens do roteiro. Mesmo que tenha ficado um pouco confuso em alguns momentos, esta tudo muito bem articulado.



quarta-feira, 14 de abril de 2010

Editais Funarte - Inscrições Abertas

Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2010
13/04/2010 - Inscrições abertas

Programa Mais Cultura de Apoio a Microprojetos na Amazônia Legal
12/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música

12/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Circuito Funarte de Música Popular

12/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2010 – Ocupação dos Espaços Funarte
12/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular
12/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística em Artes visuais

12/04/2010 - Inscrições abertas

Ocupação das Salas Funarte
12/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet
12/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais

12/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte de Criação Literária
12/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte de Circulação Literária
12/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Circuito Funarte de Música Clássica
12/04/2010 - Inscrições abertas

Apoio a Festivais de Fotografia, Performances e Salões Regionais, na categoria Artes Visuais
09/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte para Formação em Artes Circenses 2010
09/04/2010 - Inscrições abertas

XI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia
09/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2010
09/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo 2010
09/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais
09/04/2010 - Inscrições abertas

Bolsa Funarte de Residências em Artes Cênicas 2010

09/04/2010 - Inscrições abertas

Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais

09/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua 2010
09/04/2010 - Inscrições abertas

Ocupação do Teatro Funarte Plínio Marcos
09/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Funarte Festivais de Artes Cênicas 2010
09/04/2010 - Inscrições abertas

Prêmio Funarte de Composição Clássica
09/04/2010 - Inscrições abertas

Iberescena lança editais de apoio às artes cênicas
08/04/2010 - Inscrições abertas

Funarte seleciona projetos de ocupação para seus espaços cênicos

31/03/2010 - Inscrições abertas

Funarte e MinC lançam edital do Conexão Artes Visuais 2010
25/03/2010 - Inscrições abertas


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terça-feira, 13 de abril de 2010

O Antagonista (Lajos Egri)


O Antagonista

Qualquer um que se oponha a um personagem central torna-se necessariamente o adversário ou antagonista. O antagonista é aquele que retém impiedosamente a trajetória do protagonista. Ele é aquele contra quem o personagem principal exerce toda a sua força, toda a sua astúcia, todos os recursos do seu poder criativo.
Se, por qualquer motivo, o antagonista não pode colocar-se numa luta prolongada, então  você pode procurar por outro personagem que o faça.
O antagonista em qualquer peça é necessariamente tão forte e tão implacável quanto o personagem principal. A luta só é interessante se os lutadores estão empatados. Helmer, na Casa de Bonecas, é o antagonista contra Krogstad. O protagonista e o antagonista devem ser inimigos perigosos. Ambos são implacáveis. A mãe, em Silver Cord, encontra um oponente à altura nas mulheres cujos filhos trouxe para casa. Iago em Othello, é o protagonista, cruel e conivente. Othello é o antagonista. A autoridade e o poder são tão grandes que Iago não consegue mostrar a mão aberta - mas ele atrai grande perigo sobre si, sua própria vida está em perigo. Othello, então, é um antagonista digno. O mesmo acontece em Hamlet.
Permitam-me repetir novamente: o antagonista deve ser tão forte como o protagonista. As vontades das personalidades conflitantes devem chocar-se.
Se um poderoso brutalizar um homem fraco, vamos virar contra ele, e isso não significa que vamos esperar ansiosamente para ver o resultado deste encontro desigual. Sabemos de antemão o resultado.
A novela, jogo ou qualquer tipo de escrita, é realmente uma crise do começo ao fim crescendo para a sua conclusão necessária.


O trecho traduzido pertence ao livro The Art Dramatic Writing de Lajos Egri, um dos primeiros livros lidos por Syd Field quando este começou a estudar dramaturgia e roteiros.


 Para quem quiser ler no original, segue em inglês.

The Antagonist

Anyone who opposes a pivotal character necessarily becomes the opponent or antagonist. The antagonist is the one who holds back the ruthlessly onrushing protagonist. He is the one against whom the ruthless character exerts all his strength, all his cunning, all the resources of his inventive power.
If for any reason the antagonist cannot put up a protracted fight, you might as well look for another character who will.
The antagonist in any play is necessarily as strong and, in time, as ruthless as the pivotal character. A fight is interesting only if the fighters are evenly matched. Helmer, in Doll’s House,  is the antagonist against Krogstad. The protagonist and the antagonist must be dangerous foes to each other. Both of them are ruthless. The mother in The Silver’s Cord finds a worthy opponent in the women her sons brought home. Iago in Othello, is the ruthless, conniving protagonist. Othello is the antagonist. Othello’s authority and power are so great that Iago cannot show his hand openly – but he courts great danger anyway, nay, his very life is in danger. Othello, then, is a worthy antagonist. The same is the case in Hamlet.
Let me now repeat it again: the antagonist must be as strong as the protagonist. The wills of conflicting personalities must clash.
If a big brute brutalize a little man, we’ll turn against him, but this will not mean that we shall wait with bated breath to see the outcome of this uneven encounter. We know it beforehand.
A novel, play, or any type of writing, really is a crisis from beginning to end growing to its necessary conclusion.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption) 1994

        



RED
Hope is a dangerous thing. 
 Hope can drive a man insane.


Direção: Frank Darabont

Roteiro: Frank Darabont adaptdado do conto "Rita Hayworth and Shawshank Redemption" de Stephen King

Elenco: Andy Dufresne (Tim Robbins), Ellis Boyd 'Red' Redding (Morgan Freeman), Warden Norton (Bob Gunton), Heywood (William Sadler), Captain Hadley (Clancy Brown), outros.

Sempre que for ler algum livro sobre roteiros, não tenha a menor dúvida, assista aos filmes analisados no livro. Isto é bastante enriquecedor, não percam estas oportunidades jamais. É sempre bom poder analisar um roteiro que já fora axaustivamente estudado, é incrível como isso aguça nossa percepção para o estudo e a prática. Atualmente estou lendo o livro do Syd Field, Como Resolver Problemas de Roteiro, e neste livro ele cita Um Sonho de Liberdade constantemente.

Não vou aqui fazer uma resenha do livro, mas já recomendo a todos que querem começar a estudar roteiros a lerem todos os livros do Field, são básicos, são fundamentais, não levem em conta quando alguém disser que o Syd Field está superado, isto tudo é bobagem... leiam e tirem suas próprias conclusões.

Assim, já deixo aqui recomendado, quando conseguirem este livro - que está esgotado e difícil de achar em sebos - já estejam preparados, com Thelma & Louisie nas mãos e Um Sonho de Liberdade, garanto que valerá o esforço.

Outro aspecto interesante no que diz respeito a este filme é que ele é considerado o melhor filme na opinião dos usuários do IMDB (Veja a lista dos 250 melhores filmes aqui!)

Por fim, só para não dizer que não falei do filme, prestem muita atenção na apresentação, ou nos termos fieldinianos, no primeiro ato. Vejam como se dá a apresentação de Andy e depois de Red, a economia da informação, nos flashbacks, na quantidade de motivos mobilizados, estes qeu serão retomados no segundo e terceiro ato.

Certo, você não sabe o que é um motivo? Não, não é a motivação do personagem... motivo são elementos mobilizados na trama e voltarão a desempenhar um 'papel' mais à frente.

Por exemplo; quando Norton, o diretor de Shawshank se aproxima de Andy para que Andy comece a fazer as contas de Norton, Norton vê Andy lendo a Bília e lhe diz que a salvação está ali dentro. Andy concorda.

Ao final do filme, Andy, depois de fugir, deixa a Bíblia dentro do cofre de Norton, com uma mensagem, "Querido Warde, Você tem razão, a salvação está aqui dentro!" Norton abre a Bíblia e vê um buraco em forma de martelo, onde Andy guardava o martelinho com o qual escavou seu túnel, ou sua fuga.

Um roteirista menos atento, faria simplesmente uma série de referências à Bíblia, apenas como intuíto de caracterizar o diretor. Vejam como tudo no filme é fechadinho. Brooks cria um corvo desde filhote, anos depois, quando está para deixar o presídio o corvo reaparece, já crescido e é solto por Brooks, estabelecendo assim uma metáfora entre as duas situações. É comum ser dito a respeito de pássaros criados em cativeiros que eles, depois de crescidos, não sobreviveriam se fossem libertados, e é justamente esta a situação de Brooks, um homem que passou preso cinquenta anos de sua vida, certamente não conseguiria sobreviver fora da prisão.

Outro motivo interessante é o do 'laranja' construído por Andy para lavar o dinheiro da corrupção de Norton.


                    RED
          Quem é ele?

                    ANDY
          Peter Stevens

                    RED
          Quem?

                    ANDY
          Um parceiro invisível, silencioso. 
          Ele é o culpado. O homem das 
          contas bancarias. É onde começa 
          o processo de filtragem. 
          Se alguém investigar o dinheiro 
          tudo o que irão encontrar será ele.

                    RED
          Yeah, ok, mas quem diabos ele é?

                    ANDY
          Um fantasma, uma aparição. 
          Primo de segundo grau de Harvey, o coelho.
            (off do olhar de Red)
          Eu o conjurei do ar. Ele 
          não existe... a não ser 
          no papel.

                    RED
          Você não pode criar uma pessoa do nada.

                    ANDY
          Claro que posso, se você souber como
          o sistema funciona, e onde estão
          as brechas. É impressionante o
          que você pode fazer pelo correio.
          O Srº Stevens tem certidão de nascimento,
          seguro social, carteira de motorista.
          Se eles decidirem investigar
          as contas eles irão dar de cara
          com uma criação da minha cabeça.



Mais uma vez, este homem fictício poderia ser apenas e simplesmente mais um elemento a comprovar as capacidades de Andy, e poderia ter ficado apenas nisso. Mas não, mais tarde o roteirista retoma o motivo e faz com que Andy, depois de fugir da prisão, adote a identidade do 'laranja' para poder sacar o dinheiro do mesmo e reconstruir sua vida no México.

Caso se interesse mais pela questão, recomendo a leitura de um texto de Bóris Tomachévski, intitulado "Temática" presente na coletânea "Teoria da Literatura II", organizada por Tzvetan Todórov (Lisboa, 1989).

Neste texto, entre outras questões, Tomachévski nos diz que se um prego aparece na história, o protagonista deverá se enforcar nele, se uma arma aparece em determinado momento da narrativa e tem destaque nela, certamente será a arma com a qual o protagonista ou o antagonista serão mortos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Como Treinar seu Dragão (2010)



 
ASTRID
What are you going to do?

HICCUP
Something crazy.

ASTRID
I love it
 

Direção: Dean DeBlois, Chris Sanders

Roteiro: Dean DeBlois, Chris Sanders baseado na novela de Cressida Cowell.
Cast:  Hiccup, Stoick, Gobber, Astrid e, é claro, muitos dragões.

Filho de um lider viking, Soluço é um jovem sem o menor jeito para a guerra. Em uma socieade que preza a força física e as habilidades guerreiras ele descobre que tem outras maneiras para lidar com os dragões que atormentam sua vila roubando seus rebanhos. De posse destes novos conhecimentos ele parte em sua trajetória heróica transformando não apenas a sua própria sociedade e a dos dragões, mas reconciciliando estes inimigos e libertando-os de seus piores inimigos.

O filme é uma verdadeira aula de dramaturgia e roteiro. Gosto muito do final, onde... bem, acho melhor eu não contar, né?

Whiplash (1948)


Direção: Lewis Seiler


Elenco:  Michael Gordon, aka Mike Angelo ( Dane Clark ), Laurie Durant (Alexis Smith), Rex Durant            (Zachary Scott), entre outros.

Mike Gordon é um pintor que em sua vida pacata e no interior dos EUA se envolve com uma mulher, Laurie Durant, para quem vendeu um quadro. Misteriosamente ela deixa a cidade e volta para New York. Gordon vai para New York e descobre que Laurie é casada com um promotor de lutas de Boxe. O promotor, vendo o talento do rapaz para brigar, o introduz no mundo das lutas onde ele se tranfsorma não apenas num grande campeão, mas também num homem duro e arrogante.

O roteiro utiliza-se de um recurso interessante e também comum em outros filmes de Boxe (Body and Soul, 1947). A história é contada em quase toda a sua totalidade em um flashback. Se em Body and Soul a narrativa se passa quando Charlie Davis ( John Garfield ) repensa toda sua vida antes de uma luta, em Whiplash a narração é produto das lembranças de Mick Angelo após ser salvo pelo gongo depois de um knockdown. Sentado em seu córner ele lembra de como fora parar ali, o que o motiva a vencer a luta a qualquer custo e a reconciliar-se consigo mesmo e seu passado.

domingo, 4 de abril de 2010

Requiem for a Heavyweight (1962)



RIVERA
Mountain Rivera was no punk. Mountain Rivera 
was almost the Heavyweight Champion of the World!


Direção:Ralph Nelson

Roteiro:Rod Serling

Casting: Louis 'Mountain' Rivera (Anthony Quinn), Maish Rennick (Jackie Gleason), Army (Mickey Rooney), Grace Miller (Julie Harris), Ma Greeny (Madame Spivy).


O filme tem um roteiro legal, com tipos muito interessantes e uma trama com bons elementos. Como tipo interessante, sem dúvida a gangster Ma Greeny chama a atenção. Os bons elementos da trama dizem respeito sobretudo a relação entre Rivera e Maish, com surpresas que valem a pena por como o roteirista dialogou com o gênero.

No entanto o filme carece de um pouco mais de ritmo, pois a necessidade e o exagero ao retratar a decadência de Rivera poderiam ter sido dosadas.

Por fim, um aspecto positivo, a cena em que Maish é perseguido depois da primeira luta é muito boa e tem um trilha sonora excepcional.